Missão Madrinha de Casamento

Sexteto fantástico: talento de sobra

Missão Madrinha de Casamento reúne talentos vindos da TV na melhor comédia feita em anos

Annie é solteira e divide o apartamento com um problemático casal de irmãos que fuxicam seu diário e fazem piada de sua solidão. Tem ainda um caso com um tipão cara de pau, longe de qualquer êxito amoroso. E para completar, trabalha numa joalheria onde o segredo para o sucesso é fazer a expressão da “felicidade eterna”. Sua melhor amiga, Lillian, está prestes a se casar. Convocada como madrinha, Annie vai ter de se virar com seu baixo orçamento para cuidar de todo o caminho que antecede o casório. E juntamente com outras quatro amigas da noiva – sendo uma delas sua potencial rival –, esse casamento vai entrar para a história.

Missão Madrinha de Casamento (Bridesmaids, 2011), que estreia nesta sexta-feira no país, dá continuidade ao humor bem sucedido já visto anteriormente em filmes como Ligeiramente Grávidos e O Virgem de 40 Anos – não por acaso, ambos de Judd Apatow, agora produtor desse. Aqui, no entanto, há um elemento que serve como aprimoramento para o que já era ótimo: Kristen Wiig.

Além de uma grande comediante – e atriz igualmente talentosa –, é uma nova leitura da figura feminina no cenário do humor. Desde 2005 no programa humorístico Saturday Night Live, é engraçada por sua total naturalidade e seu jeito humanizado de encarnar situações completamente embaraçosas. Acompanhada de outras cinco comediantes de mão cheia (Maya Rudolph, também de SNL, Melissa McCarthy, vencedora do EMMY deste ano pela série Mike & Molly, Rose Byrne, Damages, Ellie Kemper, The Office, e Wendi McLendon-Covey, Rules of Engagement – em suma, todas vindas da televisão), Kristen tira da premissa comum uma comédia espetacular, já que também assina o roteiro, repleto de situações originais e de boas sacadas.

Em seus momentos mais gloriosos, Missão consegue unir a doçura de suas personagens com seu humor vulgar de modo impecável. E o resultado dessa junção é algo capaz de arrancar gargalhadas contínuas do público num ritmo incessante.

De um diretor também vindo dos seriados, o filme é um indício da quantidade imensa de talentos que a TV americana guarda. Com uma bilheteria que gira em torno dos 300 milhões de dólares (e ainda contando), é também a melhor comédia em anos. Se um feito como esse parece complicado, a explicação para o fenômeno pode ser resumida em apenas uma palavra: talento.

Angelo Capontes Jr.

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