The Good Wife – 7ª Temporada: II

O pesadelo de Julianna.

Faz alguns dias, fui surpreendido por uma notícia que dizia que os criadores de The Good Wife estavam saindo da série – depois do fim desta sétima temporada, vão mesmo colocar o pé na estrada. A surpresa, porém, não diz respeito à saída de Michelle e Robert King: a essa altura, eu achava que eles já haviam largado o bastão nas mãos de outra pessoa.

julianna

Só isso explicaria, para mim, o descompasso que está sendo esta temporada. Antes do hiato de dezembro, as coisas estavam tão perdidas quanto a vida de Alicia Florrick (Julianna Margulies). E então houve um anúncio dizendo que o final da midseason traria consigo uma revelação que mudaria completamente o rumo da coisa. E não trouxe.

Duas semanas após a volta da série à tevê, mais do mesmo: um pouquinho de direito, uma quantidade escancarada de política. O público já revelou um gosto contrário a esse – mas a série prefere não ouvir. Particularmente, gosto do tom político em doses moderadas. Quando Diane Lockhart (Christine Baranski) precisa ir contra sua visão política, acho delicioso. A guerra travada entre Eli Gold (Alan Cumming, o melhor desta temporada) e Ruth Eastman (Margo Martindale), então, consegue pegar fogo.

margo

O problema de The Good Wife, porém, não é mais localizado. O que falta aqui é rumo: ninguém parece saber o que fazer com um legado construído tão sabiamente durante os seis anos anteriores. E sem ele também não há destino.

O episódio desta semana até me empolgou – de longe, o melhor deste sétimo ano até agora. A penúltima cena, porém, tratou de estragar o futuro: querem levar Alicia de volta à Lockhart Agos and Lee pela enésima vez. Dessa patinação sem fim, é a própria Julianna Margulies quem sai mais cansada. E aborrecida: afinal, a série já deixou de ser dela faz tempo.

Angelo Capontes Jr.

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